O Novo Amanhecer do Futebol Potiguar: A Premier Potiguar
1. A Semente e a Aquisição Visionária
Tudo começou em 2011, nos corredores e no campo de uma escola em Parnamirim-RN. O jovem e sonhador Edson Araujo, aos 11 anos, fundou Furacão Independente Futebol Clube como um time amador escolar. A paixão e a organização do projeto rapidamente o fizeram ser notado nos torneios de base da capital.
O ponto de virada veio em 2012, em um evento em Natal Edson conheceu Claudio "Ferrúcio Ferri, um empresário italiano, nascido em Gênova, que havia feito fortuna no setor de tecnologia e nutria uma paixão quase religiosa pelo futebol, sonhando em ser dono de um clube. Claudio, já fã da cultura nordestina e encantado pelo potencial inexplorado do futebol no Rio Grande do Norte, comprou o Furacão Independente.
Ferrúcio transformou o clube amador em uma instituição profissional, mantendo o nome e o espírito de O Furacão Independente nascia para o cenário profissional, com ambições que iam além do Campeonato Potiguar tradicional.
2. O Encontro Decisivo e a Criação da Liga
Em 2013, em um evento relacionado a Copa do Mundo de 2014 no Rio de Janeiro, Ferrúcio, que já investia em imóveis no litoral potiguar, encontrou Sheikh Omar Al-Fassi, um bilionário árabe de Dubai, magnata do setor de energia renovável. O Sheikh era um fanático por futebol e, impressionado com a paixão demonstrada nos estádios brasileiros, sonhava em financiar e organizar um torneio de futebol de alto nível no "país do futebol".
A conversa evoluiu rapidamente. Claudio Ferrúcio apresentou o panorama do futebol potiguar: clubes tradicionais, torcida apaixonada, mas falta de estrutura e investimento. O Sheikh Omar viu a oportunidade perfeita para um projeto greenfield de proporções gigantescas.
Em 2014, após um ano e meio de planejamento e negociações ultra-secretas, o Sheikh Omar Al-Fassi fundou a Liga Potiguar de Futebol e criou a Premier Potiguar (PP), uma liga privada, independente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF), sob a promessa de revolucionar o esporte no estado.
3. A Ruptura: A Fuga para a Premier Potiguar
A Premier Potiguar chocou o cenário esportivo com uma proposta irrecusável: uma premiação anual para o campeão de R$ 30 milhões, além de cotas de participação e direitos de transmissão que superavam em mais de dez vezes o que era pago pelo Campeonato Potiguar da FNF. O vice-campeão da PP já ganharia mais do que o campeão estadual tradicional.
Essa diferença de investimento forçou uma decisão dramática.
2014: A liga é oficialmente lançada. Os primeiros clubes a aderirem, atraídos pelo modelo de gestão empresarial e pela vantagem dos 19 primeiros clubes registrados poderem começar a competição mais avançada foram os "sem-FNF" . América de Touros , Macau, Areia Branca , Potiguar de Parnamirim, Atlético Piranha e, claro, o Furacão Independente, entre outros vários clubes.
Os clubes: Abc, América, Alecrim, Assu, Potiguar de Mossoró, Baraúnas, Santa Cruz, Coríntias de Caicó, Globo, Palmeira da primeira divisão da FNF e Atlético Potiguar, Força e Luz e Currias Novos. Por estarem cadastrados na FNF e participando de competições da Federação não poderiam participar da Premier Potiguar. A LPF exigia que os clubes tivessem apenas registro em sua organização.
Sendo assim os primeiros times a parcitiparem na Premier Potiguar foram divididos em grupos e fases diferentes. Os clubes que se afiliaram mais cedo a FNF teriam a vantagem de entrar na competição em fases mais avançadas da competição.
Nesta fase, apenas uma parte dos inscritos joga para "limpar" a tabela e chegar ao número que você deseja (94).
- Total de times inscritos: 117
- Times que JOGAM a preliminar: 46 times (23 confrontos).
- Times que FOLGAM (entram direto nos 94): 71 times.
Como funciona: Os 46 times se enfrentam em jogo único. Os 23 vencedores se juntam aos 71 que estavam esperando.
Times que participaram divididos por ligas municipais e regionais e intergionais.
Copa Cidade do Sol:
O campeonato teve sua fase divisional para definir quem ficaria na Premier Potiguar do próximo ano e na liga de acesso (Liga da Chanses). Os melhores classificados se enfrentariam até chegar na final em jogo único. A final foi no recém inauguração Campo Formigão, localizado na zona norte de Natal. Primeiro estádio construído no projeto de expansão de estádios da Premier POtiguar. A final foi decidida entre São Gonçalo e Areia Branca, em um jogo que o estádio ficou totalmente lotado e o São Gonçalo foi campeão com uma vitória de 1x0 para cima do time do Areia Branca.
O campeonato foi realizado durante a copa do mundo no brasil em 2014. Aproveitando a brecha de competições de clubes, garantindo um sucesso de audiência.
Em 2015 A pressão financeira se tornou insustentável. Os quatro grandes tradicionais fizeram a dolorosa escolha. ABC Futebol Clube, América Futebol Clube, Associação Cultural Esporte Clube Baraúnas e Potiguar de Mossoró anunciaram sua desfiliação da FNF para se juntar à Premier Potiguar.
O Campeonato Potiguar tradicional, esvaziado, perdeu seu reconhecimento de elite, e a Premier Potiguar se consolidou como o único torneio de primeira divisão do Rio Grande do Norte.
4. O Boom de Infraestrutura e Apoio Municipal
O financiamento do Sheikh Omar não se limitou aos clubes. A Premier Potiguar investiu R$ 500 milhões em um programa de infraestrutura:
Reforma de Estádios: O Estadio Tenente Luiz Gonzaga foi reformado em parceria com o Furacão Independente junto com o Juvenal Lamartine receberam novos gramados e modernização. O Nogueirão (Mossoró) foi completamente reformado, O Batistão e o João Câmara em Natal recebem novas arquibancadas e estruturação . A PP financiou reformas nos estádios de todos os clubes da liga, garantindo padrões internacionais de iluminação e segurança.
Apoio Governamental: Vendo o investimento e o retorno de visibilidade, as Prefeituras abraçaram a causa. A Prefeitura de Natal cedeu terrenos para novos centros de treinamento e estadios. A Prefeitura de Parnamirim apoiou maciçamente a reativação e profissionalização do Potiguar de Parnamirim, Parnamirim e Visão Celeste que se tornou um forte candidato na liga de acesso.
A Volta dos Gigantes Adormecidos
O dinheiro da Premier Potiguar foi o catalisador para a reativação de clubes históricos:
O Ferroviário Atlético Clube de Natal (o "Ferrão") foi reativado sob nova gestão, participando da Liga de Acesso.
O Potiguar de Parnamirim renasceu com força total, se tornando o símbolo esportivo da cidade e recebendo um moderno estádio municipal em parceria com o Furacão Independente.
A volta do tradicional Vênus de Natal, juntamente ao Palmeiras das Rocas.
. As Competições Regionais e a Liga de Acesso
A Premier Potiguar (1ª Divisão) manteve o formato de 20 clubes e introduziu um sistema robusto de acesso e competições menores para fomentar o futebol de base e de interior.
A Liga da Chanses, a 2ª Divisão, é a porta de entrada para a elite, contando com 20 times. O formato é inovador e emocionante:
1-Fase de Mata-Mata: Os clubes, juntamente aos 4 últimos da temporada passada disputam 4 vagas na fase de pontos corridos em um torneio eliminatório de 5 rodadas.
2-Fase de Pontos Corridos: Os 4 times classificados no mata-mata se juntam aos 16 clubes previamente classificados. Eles disputam em turno e returno. Os 4 primeiros sobem para a Premier Potiguar, e os 4 últimos participaram dos play-offs da temporada seguinte.
Copas Regionais e Municipais
A Premier Potiguar financiou e coordenou as seguintes competições, com o objetivo de mapear talentos e movimentar a economia local:
Copa da Luz : Clubes oeste potiguar ou proximidades (Assu, Potiguar de Mossoró, Baraunas, etc.) A final é na cidade de Mossoró em comemoração a primeira cidade que aboliu a escravidão.
Copa Litoral: Clubes do litoral (America Touros, Macau, Areia Branca,etc.). Final com jogos de ida e volta
Copa Interior: Clubes do interior do estado: Potyguar Seridoense, Currais Novos, Coríntias de Caicó e etc.).
Grand Cup: Clubes da região central e próxima a Natal (Cruzeiro, Arsenal, São Gonçalo e etc).
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